terça-feira, 18 de dezembro de 2018

chegam com o vento
com o vento
vem em som de voz
que canta e encanta.
canta e encanta ouvidos
que escutam buscam algo,
por vezes sem saber nem mesmo o que!
buscam na poesia, magia
com todos os sentidos
em todos os lugares
a poesia vem das almas
almas que choram
almas que buscam e nem sabe o certo o que
A alma vaga gemendo
pela eternidade
buscando sua alma gêmea.
almas vagam soltas perdidas
e vezes por anos a anos
na esperança de um ombro só seu.
e quando finalmente
se encontram
se entrelaçam em uma só.
"Que seja eterno
enquanto dure!"
Como já dizia o poeta!
                     MARGARETH CUNHA

Onde nasce um amor?

Onde nasce um amor?

Num estante que se faz, de tantas forma pode ser
nasce de algo que singulariza um pessoa dentro da multidão
perdidas neste mundão
O que este sentimento tao tolo
tao louco, tao bandido
tao iludido?

Tenho um coração tao frio
tao perdido, cansado
vaga apenas vagar
e a nada mais se prende.
e emoções são passageiras
 elas vem por vezes vazias
perdidas, enlouquecidas

A vida e um teatro
a vida e uma arena
a vida não da tempo para o amor... 
Ele não tem mais tempo não... 
porque perdesse em algum lugar 
mesmo que sobre o luar
me faça ainda dançar e cantar.
Talvez, talvez um beijo
possa recorda-me 
reguei-me 
Mas falo assim mas tem tanto 
amor guardo dentro de mim...
amo a como amo.
             Margareth Cunha

DA JANELA

Da janela
Chove de novo... CHORO
Vento frio... Olho da janela
Pingos batem no vidro.
O vento assobia,  assobio junto

Tanto espantar a dor, que se faz de sua ausência.
Nada apaga a verdade a  vivencia
modificou-se
Entristecendo-me
Chove de novo. CHORO
Olho pela janela; Pedrinhas de gelo batem na vidraça.
Nada tem graça
Um vulto se aproxima me iludindo
Chego a sorri por dentro...
Debaixo do guarda chuva, escondido na capa de chuva.
Não é você! NÃO É!
Volto ao convívio com a minha tristeza
Eu aqui só, nesta noite fria.
Recorrendo a meias nos pés e chazinho para me aquecer.
Mais uma como tantas outras sozinhas no meio de multidão de gente
Que desfilam pelo mundo
Eu igualzinha a muitas outras. SÓ NO MEIO DA MULTIDÃO!
Chove e eu choro; lagrimas pingam dos meus olhos.
E rolam pelo meu rosto
Os dias vagam, passando rápido.
Tento espantar a dor cantarolando e assobiando
Voltada para o meu mundinho interior,
Pensamentos rodam em minha mente,
Meus fies companheiros estão me visitando
Corro para a escrivaninha precisa recebê-los
 Urgentemente; com lápis em papel; Meus poemas. 
CHOVE, eu choro pingando minha dor
Misturando-a com a gotas de tintas no papel.
Visando desenhar novos horizontes
                Margareth Cunha